Justiça Eleitoral cassa o mandato do prefeito Edilson Capote

O juiz Jorge Cley Martins Vieira, da 6ª Zona Eleitoral de Barras/PI, julgou procedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada pelo Ministério Público e cassou por abuso do poder econômico o mandato do prefeito Edilson Sérvulo de Sousa, mais conhecido como “Edilson Capote”, da vice-prefeita Cynara Lages e também dos vereadores Roberto Rene Lages Veras, mais conhecido como “Roberto da Cynara”, Jovelina Furtado, Antônio Neto, Irlândio Sales dos Santos, Maria Cunha e José Nascimento. A sentença foi prolatada na sexta-feira (02) e cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral, através do promotor Silas Sereno Lopes, no decorrer do período eleitoral foi constatado intensa prática de abuso de poder econômico capitaneado por Edilson Capote.

Narra a denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral, que o abuso foi praticado das mais variadas formas, estratégica e hierarquicamente ordenada e também com cooptação de lideranças políticas e comunitárias, com distribuição de dinheiro feita pelo irmão do candidato, Wilson Sérvulo de Sousa, mais conhecido como “Bombado”, para apoiadores dos candidatos a vereador.

O promotor também descreve que houve operacionalização de caixa dois, entrega de combustível, promessa de cargos para eleitores e apoiadores, transporte de eleitores feita em massa, inclusive vindos de outros municípios como Teresina e União, compra de medicamentos e utensílios domésticos.

O juiz Jorge Cley Martins Vieira aplicou multa e decretou a inelegibilidade de 8 (oito) anos nos requeridos.

Outro Lado

Em nota, a assessoria do prefeito disse que a decisão de primeira instância cabe recurso e que, de forma nenhuma, vai atrapalhar as obras e serviços que estão em pleno andamento em Barras. “O prefeito Edilson Capote continua no cargo, fazendo o que sabe fazer de melhor: trabalhar por Barras. A assessoria jurídica já está trabalhando na produção do recurso e confiante na decisão do TRE-PI”.

FONTE: GP1, REVISTA AZ

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