DIA DO PIAUI

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Criança de 3 anos com leucemia busca doador de medula óssea

A família de Maria Helena Bastos, de apenas 3 anos, realiza uma campanha nas redes sociais para encontrar um doador de medula óssea compatível com ela, que foi diagnosticada com Leucemia Linfoide Aguda (LLA) no início do ano.

A criança, que nasceu e mora em Teresina (PI), realiza quimioterapia externa e também está com algumas sessões atrasadas devido à baixa taxa de plaquetas, leucócitos e linfócitos.

Maria Helena precisa de um doador de medula óssea compatível (Foto: reprodução)

Diante disso, amigos e familiares fazem um apelo para que as pessoas se cadastrem no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) e nos demais Hemocentros espalhados pelo país e doem medula.

Família pede apoio para salvar a vida de Maria Helena (Imagem: reprodução)

Maria Helena começou a apresentar sinais de leucemia em dezembro do ano passado. A mãe, Micheilane Farias, conta que a criança teve sintomas de febre e abdômen estendido por dias seguidos.

"Entre os dias 24 e 26 de dezembro, [ela] caiu duas vezes, faltou força nas perninhas, um dos sintomas do câncer infantil. [Passou a ter] febre sem causa aparente, dor nas pernas e inchaço na barriga. Chegando ao hospital, explicamos a situação e o médico pediu pra ver o hemograma que tínhamos feito dias atrás, solicitado pela pediatra em consulta de rotina. Ele observou que as taxas estavam baixas e pediu para refazer. O resultado mostrou que ela estava com 40 mil plaquetas por microlitro de sangue, sendo o mínimo é 150 mil", explica a mãe.

Diversas internações

Em janeiro deste ano, a família de Maria Helena recebeu o diagnóstico de LLA e a criança foi então internada no Hospital São Marcos, referência em tratamento oncológico. "De lá para cá foram inúmeras internações. A primeira de 51 dias, outras de 15, 21, 30 e por aí vai. Dias depois a médica que cuida dela nos informou que o caso é de transplante de medula óssea, pois quando ela foi internada seu estado era crítico", disse.

Nas redes sociais, Micheilane Farias relatou as intercorrências durante o período de internação de Maria Helena. "Ela pegou uma pneumonia em uma das internações. Na última era pra passarmos 5 dias para quimioterapia e passamos 51, pois apareceram alguns nódulos no pulmão. Foi realizado uma biópsia e no procedimento ocorreu um pneumotorax, perfuração do pulmão. Maria Helena foi intubada, colocaram um dreno e foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), lá pegou uma bactéria e precisou retirar a PICC, acesso por onde recebe as medicações, para não generalizar a infecção", explica.

Como doar medula?

Para descobrir se há compatibilidade, o doador deve realizar um cadastro no Hemopi e realizar um exame de coleta de sangue. O voluntário deve estar sem sintomas de doenças virais, mas não é necessário nenhum preparo específico para o exame.

Quem se interessar a doar no Hemopi pode consultar mais informações no site do hemocentro, disponível neste link ou ligar para um dos números abaixo:

(86) 3221-8320

3221-8319

3226-4919

O que é a medula óssea?

A medula óssea é um líquido-gelatinoso que consta no interior dos ossos. Nela, são produzidos os componentes do sangue, responsáveis por transportar oxigênio para todo o organismo, defender o corpo das infecções e cuidar do sistema de coagulação do sangue.

Como é feita a coleta de medula?

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), há duas formas de coletar a medula de um doador: Por meio de procedimento cirúrgico, feito com anestesia, em que as células são retiradas de um osso na região no quadril. O processo dura cerca de 90 minutos, mas demanda um dia de internação.

Doação por aférese, quando as células são coletadas direto da corrente sanguínea, de forma parecida com um exame de sangue. A diferença é que o material passa por uma máquina, que filtra as células-tronco do sangue necessárias para o procedimento e retorna o resto ao organismo. É um processo mais demorado, de cerca de 4 horas de duração, mas não necessita internação. O único preparo para o doador, neste caso, é o uso de uma medicação que estimula a multiplicação das células-mãe alguns dias antes da coleta.

FONTE: MEIO NORTE
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