ABSURDO: Barras tem mais de 5 mil doses de vacinas contra à Covid-19 recebidas e não aplicadas

O Grupo Meio Norte de Comunicação fez um levantamento detalhado até esta segunda-feira (22) sobre o número de doses aplicadas nos municípios. Os dados revelam as 15 cidades com mais doses recebidas e não aplicadas em números absolutos e em porcentagem de doses aplicadas. Os dados mostram que municípios chegaram a 70% do número total de doses recebidas e não aplicadas.



Teresina, apesar de numericamente maior em termos de números absolutos (62.476) de doses recebidas e não aplicadas, em razão da maior concentração populacional. Quando o percentual é levado em conta, a capital tem bom desempenho de aplicação por ter apenas 14% de doses recebidas e não aplicadas.

Já Barras, tem um total de 5.618 doses de vacinas contra o Coronavirus recebidas e não aplicadas em seus munícipes. Daí o fato de ainda termos muitos idosos e pessoas de grupos prioritários que ainda não foram vacinadas. A pergunta que fica é: que fim levou tais vacinas, por que ambas não foram aplicadas?

Dados em números absolutos

1º Teresina - 62.476

2º Parnaíba - 22.465

3º Piripiri - 12.103

4º Picos - 8.541

5º Esperantina - 8.489

6º União - 7.380

7º José de Freitas - 7.260

8º São Raimundo Nonato - 7.065

9º Corrente - 6.919

10º Batalha - 6.223

11º Campo Maior - 6.046

12º Barras - 5.618

13º Altos - 5.341

14º Pedro II - 5.097

15º Floriano - 4.896

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) é a responsável por distribuir as doses repassadas pelo Ministério da Saúde aos 224 municípios. No entanto, são os municípios que desenvolvem a logística de aplicação de acordo com o protocolo estabelecido pelo Governo Federal.

É o que explica a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Cristiane Moura Fé. “O planejamento da vacinação e sua estratégia é de competência dos municípios. Tendo os mesmos que elaborar o seu calendário de vacinação seguindo as determinações estabelecidas pelo ministério no PNI", afirma.

Cristiane afirma que a Sesapi mantém o esforço de distribuir as doses o mais rápido possível. "Desde janeiro, quando iniciamos a vacinação contra a Covid-19, só constatamos um problema com falta de insumos para a aplicação da vacinação Pfizer, porém o estado do Piauí foi o primeiro a relatar a falta desses materiais ao Ministério da Saúde, que prontamente se disponibilizou a resolver o problema. Fora este caso a entrega desses materiais sempre aconteceu com antecedência dentro do prazo, não deixando assim nenhum município sem os insumos”, acrescenta.



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