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Mortalidade em leitos emergenciais chega a 80% no Piauí

Uma nota emitida pela Sociedade de Terapia Intensiva do Piauí (Sotipi) aponta um dado estarrecedor: até 80% dos pacientes com COVID-19 em leitos emergenciais estão morrendo no Estado. O alto índice de mortalidade é explicado pelo colapso da saúde pública, com pacientes esperando até quatro dias por um leito de UTI, com uma fila de espera de 90 pessoas registrada na tarde de sexta-feira (19).

As informações são de um documento emitido pela Sotipi, que alerta a Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi) sobre o colapso da saúde pública e privada de todo o Piauí. "A Sociedade de Terapia Intensiva do Piauí vem a público relatar que a demanda por leitos de UTI para pacientes graves, tanto da rede pública como privada, chegou a níveis impossíveis de serem atendidas. Faltam leitos, equipamentos, profissionais e insumos. Já temos relatos de hospitais com falta de analgésicos e sedativos e com o risco real de faltar outros insumos essenciais tais como oxigênio. Desta forma, não nos é possível curar ou cuidar e nem mesmo aliviar o sofrimento de quem precisa", diz a nota.

Crédito: Sesapi.

Além disso, mesmo em casos não graves, a mortalidade chega a a 40%. "Os pacientes graves com COVID 19 são um verdadeiro compêndio de Medicina Intensiva, apresentando disfunções orgânicas múltiplas de forma simultânea e exigindo cuidados especializados. A mortalidade destes casos em leitos emergenciais é estarrecedora e chega a 80%. E não!! Não é apenas pela gravidade da doença! Em centros médicos onde a equipe é especializada e os cuidados são adequados a mortalidade relatada desses pacientes encontra-se entre 20-40%", revela o documento.

A nota acrescente que, mesmo com o acréscimo de leitos e insumos, são necessários profissionais capacitada. Atualmente, apenas 50 médicos tem especialidade em Terapia Intensiva com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM-PI). "Nós, profissionais de saúde, estamos fazendo a nossa parte. Colocamos a própria vida em risco de forma diuturna e incansável, mas isso não basta! Precisamos que a população tenha consciência, responsabilidade e que os gestores públicos tenham a coragem necessária para as ações emergenciais essenciais para o controle da crise sanitária instalada em nosso estado.Para que estes pacientes tenham chance de sobreviver precisamos sair da situação de colapso da saúde. O índice de transmissibilidade precisa ser controlado de forma enérgica e imediata evitando mortes desnecessárias. Reforçamos aqui o pleito de medidas restritivas mais rígidas já realizado e oficializado pelos conselhos de classes dos profissionais de saúde (CRM, COREN, CREFITO) em conjunto com a OAB. O momento exige Responsabilidade, Coragem e Ação!! E é isto que clamamos a todos! Que todos possam fazer a sua parte", finaliza o documento. O documento é assinada por Itapuan Damásio de Sousa e Igor Denizarde Bacelar Marques, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Sotipi.

O documento é assinada por Itapuan Damásio de Sousa e Igor Denizarde Bacelar Marques, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Sotipi.

Fonte: Meio Norte
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